27 junho, 2007

A caminho da nova escravatura

Cada vez mais este governo que nos desgoverna mostra a sua face neoliberal elevada à última potência. Depois de um ataque descabelado ao funcionalismo público (e que ainda não terminou), volta-se agora para o mundo do privado, avançando com uma nova revisão (ou direi antes um novo?) código do trabalho "velho" de quatro anos de idade!!!....
Mas o público não se poderá desta vez rir porque algumas "coisitas" destas novas alterações ainda lhe baterão à porta.
Quando na Europa se tenta lançar um novo modelo laboral assente na flexisegurança, em Portugal aposta-se num modelo de flexidesemprego. Uma nova escravatura. Um tentar puxar para uma economia assente no paradigma do baixo salário para ser competitiva. É a continuação do erro. Esquecem-se que um povo pobre tem sempre uma economia pobre.
Das novas propostas ressaltam: a diminuição dos dias de férias, a maior facildade de despedimento, a não limitação da jornada de trabalho, a possibilidade de negociar contratos fora dos valores de contratos colectivos, a diminuição de subsídios de férias e Natal (calculados apenas sobre o salário-base - ai que dor para muitos!!!), possibilidade de diminuição de ordenado, diminuição das pausas obrigatórias entre períodos de trabalho, etc...
Tudo isto e muito mais em nome da competitividade! Mas que competitividade??? Aos anos que andam nisto e não se vê nada!!
O que se vê, é que com o batalhão de desempregados à porta, muitos desejosos de um emprego para ganhar uns míseros cobres, existirá uma enorme força de pressão para a diminuição real e efectiva dos salários, seja essa diminuição do salário real ou nominal. No fundo, o nosso querido desgoverno está a enviar-nos para uma nova escravatura ou eufemisticamente para uma escravatura pós-moderna.
Aumenta o fosso entre pobres e ricos. Aumenta a precaridade e a instabilidade; tornar-se-á impossível criar qualquer espécie de compromissos em termos de futuro; está-se condenado a viver o dia a dia e nada esperar do dia de amanhã; o estado afasta-se dos seus compromissos; é bom que o capital pense em dar de comer aos pobres antes que os pobres se lembrem de comer os capitalistas....

2 comentários:

Zé Tomes disse...

Bom dia

Resolvi criar uma petição que insurge contra a abusiva e anti-constitucional postura do nosso órgão soberano 1º Ministro José Sócrates, sobre António Balbino Caldeira quando lhe move um processo por difamação.

Ao estar a processar por difamação um cidadão, o órgão soberano está a infringir o artigo 3º dos direitos constitucionais, em que o Estado está subordinado a estruturar-se pelos artigos da Constituição da República Portuguesa.

Mover-se um processo que riposta a uma difamação, antes, dever-se-ia tê-la fundamentado como difamação - ou seja, não verdadeira perante um facto polémico.Portanto, mover-se um processo apregoado difamatória certa expressão, já de si é um abuso de poder porque em si o que é liberdade de expreesão nem sequer foi provado como difamação (ainda que a própria difamação seja já em si uma forma de expressão, o caso difere de órgão soberano para cidadão)

Mesmo sendo verdadeira, pelo 37º artigo da Constituição, a Liberdade de expressão e informação é um direito que não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura. Portanto se cabe ao Estado (estruturação do Governo) subordinar-se às directivas da Constituição, um órgão soberano não pode mover um processo judicial sobre o direito do cidadão de se expressar ainda que esteja a ser polémico. Fazê-lo é não estar em consonância com a estrutura da nossa Constituição da República.


Deixo-lhe o endereço caso queira divulgá-la

http://www.petitiononline.com/tasfasta/petition.html

abraço

--
José Pedro Gomes

manuelmgaio disse...

"Se o PS tivesse prometido fazer tudo o que está a fazer, com os resultados que estão à vista; se os eleitores tivessem previsto o que está a acontecer na administração pública, na educação, na saúde, na segurança social, no emprego e em todos os sectores de actividade; se os cidadãos soubessem previamente da redução dos seus direitos, do aumento de impostos directos e indirectos, do agravamento das suas condições de vida, acompanhado de um acréscimo de autoritarismo, seria perfeitamente natural que o PS apenas tivesse uma representação parlamentar proporcional à sua clientela política e à minoria de privilegiados que se sente satisfeita com a política deste governo, ou seja, uma pequena representação parlamentar.
..."

http://compapasebolos.blog.com/