Lisboa, capital do defunto Império, foi a votos. E foi a votos por causa das inúmeras trapalhadas construídas não apenas nos últimos 2 anos, mas sim pelo menos nos últimos 10. Trapalhadas essas montadas precisamente pelos mesmos, se não personagens, partidos que agora se apresentaram a sufrágio como os salvadores milagreiros. Mesmo o “independente” Carmona, autor das últimas confusões, disse presente a tão sagrado momento.
E os grandes derrotados foram:
1) Lisboa: entre 1997 e 2007 perdeu 134 452 eleitores, sendo que destes 13 208 foram perdidos nos últimos dois anos.
2) Lisboa: os “suspeitos do costume” voltaram ao local do crime. Não parece crível que quem arranjou as trapalhadas tenha capacidade para as desatar.
3) Lisboa: alguns dos projectos e empenhamentos anunciados parece que são para avançar – frente ribeirinha (J. Miguel Júdice); Gabinete do Chiado (M. José Nogueira Pinto), Parque Mayer e Feira Popular (grande nó cego); terrenos da Portela (e obscuros interesses), etc….
4) Lisboa: com os resultados obtidos a tomada de decisões será muito difícil pois será preciso negociar e muito. Daí que o novo presidente irá certamente utilizar a estratégia da vitimização para nada fazer – a oposição não deixou e não tinha maioria absoluta. Em 2009 então sim, desde que lhe dêem uma maioria absoluta….
5) Os partidos – Os cidadãos de Lisboa resolveram ir a banhos. Para o Algarve e outras paragens. Não se quiseram incomodar. Já sabiam – iriam ter mais do mesmo. A abstenção foi a grande ganhadora. E de que maneira! 62% é obra, é um recado muito bem dado, uma amostra da insatisfação a que os partidos conduziram este povo, e que ele vê e sente que não o representam. Apenas pouco mais 128 000 eleitores deram o seu voto a um qualquer dos 5 partidos mais importantes. Ou seja, apenas 24% do total de eleitores de Lisboa confia nos partidos. É, convenhamos, manifestamente pouco.
6) A grande banhada que foi o discurso de vitória de António Costa acompanhado de José Sócrates, para o “povo” que o vitoriava nas ruas. Foi só para televisão ver. Os alfacinhas seriam poucos. E os eufóricos que agitam a bandeira de tanta alegria vêm de Teixoso, Cabeceiras de Basto e Alandroal. "Não sei ao que vim, ninguém me disse nada", disse uma senhora desdentada do Minho profundo, no Altis.
O resto do país deverá certamente a começar a pensar como os alfacinhas em relação a estes políticos e estes jogos de poder.
E os grandes derrotados foram:
1) Lisboa: entre 1997 e 2007 perdeu 134 452 eleitores, sendo que destes 13 208 foram perdidos nos últimos dois anos.
2) Lisboa: os “suspeitos do costume” voltaram ao local do crime. Não parece crível que quem arranjou as trapalhadas tenha capacidade para as desatar.
3) Lisboa: alguns dos projectos e empenhamentos anunciados parece que são para avançar – frente ribeirinha (J. Miguel Júdice); Gabinete do Chiado (M. José Nogueira Pinto), Parque Mayer e Feira Popular (grande nó cego); terrenos da Portela (e obscuros interesses), etc….
4) Lisboa: com os resultados obtidos a tomada de decisões será muito difícil pois será preciso negociar e muito. Daí que o novo presidente irá certamente utilizar a estratégia da vitimização para nada fazer – a oposição não deixou e não tinha maioria absoluta. Em 2009 então sim, desde que lhe dêem uma maioria absoluta….
5) Os partidos – Os cidadãos de Lisboa resolveram ir a banhos. Para o Algarve e outras paragens. Não se quiseram incomodar. Já sabiam – iriam ter mais do mesmo. A abstenção foi a grande ganhadora. E de que maneira! 62% é obra, é um recado muito bem dado, uma amostra da insatisfação a que os partidos conduziram este povo, e que ele vê e sente que não o representam. Apenas pouco mais 128 000 eleitores deram o seu voto a um qualquer dos 5 partidos mais importantes. Ou seja, apenas 24% do total de eleitores de Lisboa confia nos partidos. É, convenhamos, manifestamente pouco.
6) A grande banhada que foi o discurso de vitória de António Costa acompanhado de José Sócrates, para o “povo” que o vitoriava nas ruas. Foi só para televisão ver. Os alfacinhas seriam poucos. E os eufóricos que agitam a bandeira de tanta alegria vêm de Teixoso, Cabeceiras de Basto e Alandroal. "Não sei ao que vim, ninguém me disse nada", disse uma senhora desdentada do Minho profundo, no Altis.
O resto do país deverá certamente a começar a pensar como os alfacinhas em relação a estes políticos e estes jogos de poder.